Você quer aprender um novo idioma?

Você quer aprender uma nova língua?

Muitas pessoas acreditam que seja um grande desafio aprender um outro idioma. Infelizmente elas tem razão, aprender um novo idioma é, de fato, um desafio intimidador. Talvez por conhecerem muitas pessoas que já tentaram e desistiram, algumas pessoas que querem aprender um outro idioma acabam desencorajadas. Outras pessoas que já tentaram e desistiram talvez digam que é “mais fácil falar do que fazer” quando o assunto é aprender uma língua estrangeira. E você, deseja aprender outro idioma mesmo assim?

Apesar de ser muito desafiador, o que dizem aquelas pessoas que já tentaram e obtiveram sucesso em aprender um novo idioma? Eu mesmo posso afirmar que sou uma dessas pessoas que conseguiram ter êxito em aprender um novo idioma e a resposta é: "REALMENTE VALE A PENA O DESAFIO DE APRENDER UM NOVO IDIOMA". A sensação é muito satisfatória. Você não é apenas um cidadão do país onde mora, agora você faz parte de uma comunidade muito mais abrangente. Falar outro idioma é como criar pontes que te permitem ter acesso a lugares que antes seria impossível alcançar. Você poderá conversar com pessoas de lugares distantes, ter acesso a sua cultura, conhecimento e modo de vida. Não que você não possa fazer isso lendo sobre eles em seu próprio idioma, mas agora você poderá pessoalmente conversar com as pessoas e aprender diretamente delas o que quiser saber, o que pra mim é muito mais emocionante. Você não está mais restrito a se comunicar somente com os seus conterrâneos ou com as pessoas que falam o seu idioma materno.

Porquê as pessoas querem aprender um novo idioma?

As razões para querer aprender um novo idioma são variadas. Por exemplo, talvez você esteja planejando viajar para um país estrangeiro e quer conversar com as pessoas na língua delas, dizer pelo menos bom dia, boa tarde, boa noite, meu nome é fulano de tal, moro no Brasil, como você se chama? e etc. Pode acontecer de você ter nascido em determinado país, porém a sua ascendência é de um país estrangeiro onde se fala outra língua e você talvez queira aprender mais da cultura e da língua dos seus pais e avós. Às vezes também alguém da sua família tem um cônjuge que fala outro idioma e você se interessa em se comunicar melhor com tal pessoa. E nesse mundo globalizado muitas pessoas não vivem mais no país onde nasceram e esse pode ser o seu caso, talvez faça parte do seus planos ir morar no exterior e por isso quer aprender o idioma do país de destino. Seja qual for o seu motivo para aprender um novo idioma você tem muito a ganhar.

Existem vantagens adicionais em aprender uma nova língua. Algumas pessoas dizem que além de aprender um novo idioma, elas também desenvolveram outras qualidades valiosas como a humildade e a empatia. Não é incomum alguém que quer aprender um novo idioma passar a entender melhor como se sentem os estrangeiros ou conseguir se por no lugar das pessoas que vão para outro país onde não se fala o idioma delas. Os benefícios de falar outro idioma podem ir muito além disso. É comum quando uma família se muda para outro país, as crianças irem pra escola e assimilarem rapidamente o costume e a língua do novo país em detrimento da cultura e língua dos seus pais. Isso pode criar uma grande brecha na comunicação dentro da própria família. Percebendo isso, muitos filhos procuram mais tarde resgatar a intimidade que tinham com os seus pais por voltar a estudar e aprender o idioma deles para sanar essa distância e estreitar os laços familiares fragilizados, o que consequentemente traz melhores relacionamentos e mais felicidade no círculo familiar. E o quer dizer sobre as oportunidades de emprego que se abrem?

O que pode ajudar a ter êxito em aprender uma nova língua?

O que é preciso para ser bem-sucedido em aprender um novo idioma? Veja algumas recomendações que muitas pessoas que conseguiram ter êxito nesse sentido tem a oferecer:

  1. Motivação. Você precisa de um incentivo — uma razão para atingir o seu alvo. Alunos com grande motivação geralmente se saem melhor.
  2. Humildade. Os erros são inevitáveis, portando não exija demais de si mesmo, principalmente no início. Procure se divertir ao aprender, ria de si mesmo. Você vai tropeçar muitas vezes, mas faz parte do aprendizado. Ninguém nasce sabendo andar, muito menos correr. Lembre-se, um neném primeiro aprende a engatinhar. Depois com os anos, apesar do tropeços, aprende a andar e por fim corre. Então, lembre-se de que ao começar a aprender um novo idioma você é praticamente um bebê.
  3. Paciência. Os primeiros meses ou anos serão os mais difíceis para você e às vezes você vai sentir vontade de desistir. Mas, vale mencionar que com o tempo vai ficando cada vez mais fácil. Talvez ache que não está fazendo muito progresso até que você para e olha um pouco para trás pra comparar com a época quando começou.
  4. Prática. Procure fazer exercícios com regularidade, isso vai ajudá-lo a se tornar fluente no idioma que está aprendendo. Se possível, pratique todos os dias, mesmo que seja apenas alguns minutos. É como diz certo livro didático: “Melhor ‘pouco e sempre’ do que ‘muito mas raramente’.”

Outras coisas que podem ajudar

E aí, você acha que está preparado pra encarar o desafio intimidador de aprender um novo idioma? Em caso afirmativo, faça uso das sugestões abaixo que poderão ajudar a turbinar o seu aprendizado de um novo idioma.

  • Cartões de fixação. Cada cartão contém uma palavra ou frase na frente e a tradução no verso. Se não estiverem disponíveis onde mora, você pode montar a sua própria coleção usando um fichário.
  • Áudios e vídeos pedagógicos. Aprenda por escutar o idioma falado de maneira correta. Você vai trabalhar de carro? Por quê você não grava alguns arquivos em mp3 num pendrive ou CD, ou baixe no celular pra ir ouvindo no sistema sonoro do seu veículo enquanto dirige. Vai trabalhar ou estudar usando o transporte público? Use o celular e os fones de ouvido. Leve sempre consigo de um livro de bolso para viagens e leia quando estiver numa sala de espera em um consultório ou durante o intervalo do almoço, etc.
  • Assine a newsletter do nosso site. Um blog de dicas sobre o idioma pode ser muito útil, assine a newsletter do site e receba dicas diárias, como esse site mesmo onde você está lendo esse artigo, se for inglês o idioma que você quer aprender. Todos os dias enviamos um link com um artigo novo com foco em expressões idiomáticas, informais e phrasal verbs com áudio e exemplos em inglês e tradução para o português. Preencha o seu e-mail na caixa ao lado e confirme clicando no botão 'Me avise'.
  • Programas de computador interativos. Muitos desses softwares de idiomas permitem gravar a voz e comparar a sua pronúncia com a dos falantes nativos.
  • Programas de rádio e de TV. É provável que na região onde você vive existem programas no idioma que está aprendendo, por que não assisti-los ou sintonizá-los para verificar o quanto você consegue entender?
  • Revistas e livros. Não deixe de ler artigos na língua que está aprendendo, certificando-se de que o nível de compreensão seja intermediário, ou seja, não seja nem muito avançado nem muito básico.
  • Vocabulário. Tenha sempre à mão dicionários do português para a língua alvo e vice-versa, quer de papel quer eletrônico. Aumente o seu vocabulário por comparar o português com a língua que está aprendendo.

Algum dia vou conseguir dominar o idioma?

É claro que mais cedo ou mais tarde você vai ter que conversar com alguém que fala o idioma. Mas, não significa necessariamente que você tem que viajar pra fora do país pra conseguir fazer isso. Em vez disso, você talvez possa conhecer e fazer amizade com pessoas que falam esse idioma e moram aqui mesmo no Brasil. Muitas estrangeiros vem para cá, e precisam de ajuda para se locomover na cidade ou se comunicar com órgãos públicos, porque não se oferece para ajudar por acompanhá-los?

De qualquer forma, tenha por alvo aprender a pensar no novo idioma em vez de simplesmente traduzir as palavras e as frases partindo do português. Aprender primeiro sobre os hábitos, os costumes ou a cultura geral do povo que fala esse idioma pode impulsionar o seu aprendizado do idioma. Alguns especialistas em idiomas concordam que não se pode aprender realmente uma língua sem antes entender o padrão de comportamento e os valores da cultura da qual ele faz parte.

Uma dica muito importante: não se sinta desanimado se o seu progresso parecer muito devagar. Afinal de contas, aprender um idioma é um processo contínuo, não há fim. Eu mesmo nunca parei de aprender, há mais de 30 anos estudo e continuo a estudar o inglês. A língua evolui e se desenvolve, parece até um organismo vivo. É como o português, até hoje tenho o costume de consultar o dicionário e aprender novas palavras e expressões. Quanto mais o inglês!

Se você deseja realmente aprender um outro idioma, então prepare-se: você vai embarcar num empreendimento desafiador — mas que vale muito a pena. Um novo e interessante universo se abrirá diante de você!

"Os limites do meu idioma significam os limites do meu mundo." — Ludwig Wittgenstein.

"Aqueles que não sabem nada de línguas estrangeiras não sabem nada sobre sua própria língua." — Johann Wolfgang von Goethe.

[nocount]

Que “dialeto” você fala com a sua família e os amigos?

Que “dialeto” você fala quando está com a sua família ou com os seus amigos?

O que é um dialeto?

Um dialeto, de forma geral, é uma modalidade regional de uma língua, caracterizada por certas peculiaridades fonéticas, gramaticais ou léxicas. Às vezes também, um dialeto é considerado uma variedade subpadrão ou não-padrão de uma língua, associada a grupos que não contam com prestígio social. Geralmente pertence a uma das subdivisões que se podem aplicar a determinada língua, utilizando como critério básico a região geográfica ou a camada social a que pertence o falante.

Como saber se você realmente fala algum dialeto?

Aqui no Brasil pode-se perceber o que podemos classificar de dialetos. Não se trata apenas de sotaque porque em muitas regiões existem todo um repertório cultural recheado de histórias, cantigas, costumes e um vasto vocabulário que "destoa" belamente do que normalmente consideramos ser o nosso português brasileiro padrão. A verdade é que dependendo da região, da família ou dos amigos que você tem e convive, é possível que você fale algum tipo de dialeto e nem mesmo se dê conta disso por ser algo muito natural pra você. Porém, falar um dialeto específico ocorre com muito mais frequência do que você imagina.

Quer consciente ou inconscientemente, nós naturalmente ajustamos automaticamente o nosso jeito de falar e até o nosso vocabulário quando estamos com pessoas desconhecidas ou em um ambiente formal, para uma configuração “padrão”. Ao passo que, quando estamos entre as pessoas mais achegadas como os nossos amigos ou os nossos familiares, ajustamos o nosso linguajar para o modo “home” e, aí meu filho, só entende mesmo quem é “lá de casa”. Seria como se tivéssemos um “dialeto” mais informal que nos identificasse como parte de um grupo específico, que apenas o nosso entourage ou a nossa "panelinha" pertencesse.

A origem familiar do meu dialeto

O dialeto que você vai ver logo abaixo, eu diria que pouquíssimas pessoas ou quase ninguém fora do meu círculo de pessoas mais achegadas como a minha família e os meus amigos mais próximos, conseguiriam entender. É uma mistura de brasileirismos, gíria local, regionalismos, expressões nordestinas e até palavras cunhadas por nós mesmos. Uma ou outra palavra talvez alguém até faça uma ideia, principalmente se a pessoa for nordestina, mas a grande maioria faz parte de um dialeto bem mais fechado e exclusivo. Metade das palavras abaixo aprendi em minha infância com o meu avô materno, o Sr. Alberto, já falecido, que saudade! E também com os seus filhos, uma família tipicamente baiana, incluindo a minha mãe, é claro.

O meu avô fazia o contrário do Cebolinha, personagem do Maurício de Sousa, ele trocava o "L" mudo entre sílabas, por "R". Então, algumas palavras como "almíscaro", "calça" e "fidalguia" por exemplo, ele pronunciava: "aRmisco", "caRça" e "fidaRguia". E no caso da palavra "almíscaro" havia ainda uma síncope (eliminação de fonemas no interior de uma palavra) ao ser removido as letras "a" e "r" seguintes a letra "c". Já em algumas outras palavras com "L" mudo entre sílabas, ele adicionava a letra “i”. Assim, dificuldade virava "dificuLidade", faculdade, "facuLidade", etc.

A evolução e desenvolvimento do dialeto

Mesmo tendo uma bagagem cultural linguística familiar bem peculiar, com o passar dos anos, você passa a ter novos contatos sociais, no colégio, na faculdade, no trabalho, com outras famílias através de amizade ou relacionamentos amorosos como namoro, casamento, etc. Então, durante seu desenvolvimento educacional, profissional e emocional você acaba criando círculos de amizade e de convivência que te afetam profundamente. Portanto, aquela bagagem cultural de infância se funde em parte com a bagagem cultural de outras pessoas influentes de seu convívio. Com o tempo, seu modo de se expressar, seu vocabulário, enfim a sua bagagem cultural consequentemente se intumesce, se desenvolve, evolui e se torna, por fim, mais rica e interessante. Não é verdade?

Uma amostra de vocabulário do meu dialeto atual

Aí vai uma amostra do meu dialeto familiar atual também influenciado por amigos ao longo dos anos: “absurdado”, incrédulo, surpreso, boquiaberto; “acabrunhado”, envergonhado, humilhado; “alarido”, clamor de vozes, gritaria, algazarra, celeuma,
choradeira, lamúria, lamentação; “alcoviteira”, mulher que serve de intermediário em relações amorosas; leva-e-traz; “almíscaro (variação de almíscar)” fedor, cheiro ruim, cheiro de peixe, de maresia; “alumiar”, dar lume, luz ou claridade suficiente a, iluminar, aluminar, acender; “aperreação”, aperreio, chateação, aperto, dificuldade; “arrastar a asa”, insinuar-se junto a alguém com intenções amorosas; “arrelia”, zanga, aborrecimento, irritação; “arrodear”, rodear, andar em roda de, percorrer em volta ou em giro, contornar; “atarantado (atarentado)”, aturdido, atrapalhado, estonteado; “atinar”, dar fé ou tino de, notar, compreender, atentar, reparar; “balaio”, um cesto ou saco de mantimento; “balangar”, balançar; “bilouro”, (corte de) cabelo; “biri”, lanche, petisco; “bocó”, bobo, infantil, leso; “bocada”, pessoa que alguém paquera, namoradinha, “boduim (variação de bodum), fedor exalado por pessoa ou por animal, catinga, inhaca; “bolinar”, procurar estabelecer contatos libidinosos com alguém, sobretudo em aglomeração de pessoas, em veículo, cinema, etc, sarrar; “bolostrô”, pessoa feia e fora de forma; “boião”, homem tão enorme quanto bobo, que só tem tamanho, leso; “bulir”, tocar, mexer, mover, movimentar, seduzir, deflorar (a moça); “cacunda, cupim”, as costas, lombo, dorso, corcunda; “cão”, o diabo; “cabeça-russa”, as cãs, apelido de quem tem o cabelo grisalho; “cabelo de lambu (pássaro)”, cabelo estilo tigelinha com franja, cabelo liso em forma de cuia; “as cadeiras, os quadris, os ossos da bacia; “cadeirudo”, pessoa com os quadris largos (homem ou mulher); “calça-frouxa”, apelido de bêbado, que deixa as calças cair; “canela seca (perna de saracura)”, pernas finas; “cangote”, a nuca; “cara-lisa”, cara-de-pau; “carcomido”, abatido, velho, acabado; “carioca”, esperto, malandro; “cariocada”, engenhosidade, inventividade; “cariocar”, sair-se bem duma situação; “carreira”, correria, pressa, a ação de por alguém pra correr; “cegueira”, afeição extrema, exagerada, a alguém ou a alguma coisa, colundria, falta de bom-senso; “chita”, tecido ordinário, de algodão; “coco”, a cabeça; “colundria”, muita amizade ou camaradagem, entra e sai; “comer o juízo de alguém”, insistir com alguém em um assunto;“coxé(ba)”, coxo, manco, manquitola; “currulapo”, movimento brusco, pulo; “dar fé”, atinar, dar tino de, notar, perceber, atentar, reparar; “derrela”, comida requentada, choca, insípida ou com muito molho; “embarangar”, tornar-se feia ou baranga (mulher feia); “encafifado”, intrigado, cismado; “encarreado”, em fila, enfileirado, alinhado; “enfarado, enfastiado”, saciado, satisfeito, com fastio; “enfestado, lorde”, bem vestido, bem-arrumado, pronto para festa; “enroscar”, ficar em casa debaixo de cobertor ou bem agasalhado em dias frios, abraçado com alguém; “ensebado”, sujo; “entrar/cair na farinha de cachorro”, sobrar pra alguém; se comprometer, se enrolar; acabar envolvido no problema, confusão, briga, imbróglio, etc.; “entrevado”, aquele que não se pode mover; tolhido, paralítico; “escadeirado”, de pernas bambas, descadeirado, de quadris fracos (animal ou pessoa); “esganado”, morto-a-fome, avarento; “esganar”, estrangular, enforcar; “espaduado” com a espádua (omoplata) ou os músculos dela distendidos; “espinhaço”, as costas, a coluna vertebral; “estrepe”, farpa ou felpa; “estruir”, desperdiçar (especialmente comida); “farinha perdida”, traste, pessoa inútil, zé-ruela, leso; “fastio”, aversão a comida, falta de apetite, repugnância, aversão, tédio, aborrecimento; “fato”, intestinos de qualquer animal; “fidalguia”, frescura (principalmente pra comer); “galego”, indivíduo loiro; “gambiarra”, baranga, mulher feia; “gastura”, prurido, comichão, coceira, arrepio, aflição, irritação nervosa, sensação desagradável, etc; “geisa-sequinha”, apelido de mulher pequena e muito magra; “goto”, glote, a lingueta existente na laringe; “graça choca”, riso sem motivo, brincadeira ou piada sem graça; “infuca”, enredo, fuxico, intriga, questão complicada, tentativa, experiência; “ininhavar”, comer com gula feito um morto-a-fome, sem deixar restos; “jegue ou guede”, ludo, tipo de jogo em que as pedras se movimentam segundo o número de casas indicado pelos dados; “juízo”, mente, pensamento, bom-senso, cabeça, quengo; labuá”, pessoa inepta, sem habilidade ou capacidade; lambisgóia”, pessoa intrometida, metediça, atrevida; lascar”, dar-se mal; prejudicar-se; lesar-se; “latomia”, barulho, confusão, algazarra, arruaça; “lavagem”, comida ruim (comida de porco); “leseira”, preguiça, moleza, qualidade ou ação de indivíduo leso ou tolo; tolice; idiotice; “leso”, idiota, amalucado, lesado; “librinado”, neblinado, embaçado (visão, tempo), bêbado de visão turva; “mal amanhado”, maltrapilho, mal vestido, mal arrumado; “malinar”, fazer travessura; “malinagem”, travessura (de criança), “menino malino, criança malina”, criança travessa; “mané-rego”, glutão, morto-a-fome; “mangar”, caçoar, rir de alguém; “mangolô”, comida misturada em panela, risoto de baiano; “melindroso”, cheio de melindre, delicado, sensível, mimado; “mirrado”, magro, seco, pouco, mesquinho; “morrinha”, enfermidade ligeira, ou indisposição física, leseira, achaque; “morta-a-fome”, glutão, mané-rego, esganado, mão-de-vaca, pão-duro, amarrado, cainho; “mucama ou mucamba”, empregada, babá ;“muxiba, muxibento, mixo”, mirrado, que não faz jus à foto, que não anima, murcho, seio flácido; “na tanga”, em má situação financeira; na pindaíba; “nazarinar (variação de lazeirar, lazarar, influência de Lázaro, personagem bíblico)”, ter lazeira, estar morrendo de fome; “pachorra”, capricho, falta de pressa, lentidão, paciência; “panguão”, pessoa inútil, boião, farinha perdida; “par”, o osso par, omoplata, espádua, escápula; “passar o bigode”, fazer sexo; “pegar servido”, querer de mão beijada, não esforçar-se para ter algo; “peixeira”, facão; “pererinha”, pessoa idosa; “pinicar”, apertar um botão ou interruptor, beliscar; “piloura ou biloura”, síncope, desmaio, chilique, fricote, fanico, faniquito nervoso, loucura ou acesso de loucura; “poluxia”, um poema, um provérbio, um repente; “ponhar”, por, colocar; “por no sentido”, inculcar ou por na cabeça uma responsabilidade; “prazezão”, esbanjador, pessoa pródiga e festeira; “precata (variação de alpargatas)”, chinelo, sandália; “príncipe ou príncipa (sic)”, filhinho(a) do papai ou da mamãe, mimado; “pitoco”, mendigo; “quartos”, ancas, cadeiras, quadris; “quede”, sapato, tênis; “quengo”, cabeça, inteligência; “reclame”, a ‘mistura’ da comida, o ‘recheio’ da bolacha, etc.; “remedar”, arremedar, imitar alguém de zombaria, para caçoar; “revestrés”, de revés, de lado; “rolô”, gordo; “sestro”, vício, hábito, mania, balda, cacoete; “siligristido”, metido a besta, saliente, espevitado, assanhado, saído; “soverter”, desaparecer, sumir-se; levar fim; “sujismundo”, sujo, ensebado (quem nasceu entre 70 e 80 ouvia isso da mãe); “tochar”, encher, lotar, comer, não sair de um lugar; “tochito”, qualquer bebida não alcoólica geralmente para criança; “trama”, negócio, contrato, barganha, conluio, conspiração, procedimento ardiloso, rolo, velhacaria; “tramar ou fazer trama”, fazer negócio, ganhar dinheiro, fazer conluio; “tramoso”, aquele que faz muita trama, empreendedor, velhaco; “treita”, treta, ardil (plano ardiloso), estratagema; “tubo”, Coca-Cola, refrigerante, água com gás; “usura”, ganância; “xixo”, do churrasco gaúcho, espeto de carnes variadas e por aí vai...

E você, também fala um dialeto restrito quando está reunido com a sua família ou com os seus amigos? Nos diga por favor de onde você é e como você fala. Compartilhe conosco o seu dialeto.

[noex]

TO MEET HEAD-ON: Qual é o significado em inglês?

Colidir de frente | Enfrentar com coragem | Encarar de frente

"To meet (or face) something head-on" literalmente significa colidir de frente, como quanto dois veículos se chocam frontalmente. Figurativamente porém, significa enfrentar com coragem ou encarar a situação de frente. Lidar diretamente com um problema difícil em vez de evitá-lo. Não contornar uma situação difícil, mas enfrentá-la diretamente e com determinação.

What does mean "to meet head-on"? "To meet head-on" is an idiom. The definition or meaning is "to deal with a problem or difficult situation directly and with determination, instead of avoiding it.". Another meaning or synonym would be "to face head-on something, face up to something.".

  1. She could see a problem developing and decided to meet it head on / Ela conseguir enxergar o problema surgindo e decidiu encará-lo de frente.
  2. They decided to meet the opposition head on / Eles decidiram enfrentar a oposição de frente.
  3. I think we need to face this threat head on / Acho que precisamos encarar essa ameaça de frente.
  4. We need to meet the challenge head–on / Precisamos enfrentar o desafio com coragem e determinação (sem medo).
  5. I'm nervous about having to make a presentation to the entire board, but it is a challenge I will meet head-on / Estou nervoso por ter que fazer um apresentação para a banca inteira, mas é um desafio que vou encarar de frente.
  6. With its new factories, the company intends to meet the competition head-on / Com suas novas fábricas, a empresa pretende enfrentar a competição de frente.
  7. A woman who would tackle the hardest tasks for those she loved, who met life head-on and never cried craven / Um mulher que enfrentaria as piores dificuldades por aqueles que amava, que encarou a vida de frente e nunca desistiu.
  8. On a treacherous curve, both vehicles went out of control and met in a head-on collision / Numa curva traiçoeira, ambos os veículos perderam o controle e colidiram de frente.

Qual é o significado da expressão "to take the bull by the horns" em inglês?

    "To take the bull by the horns" significa pegar o touro pelos chifres. Ou seja, enfrentar corajosa ou resolutamente um problema. Aqui no Brasil, principalmente no região sul, a expressão idiomática "agarrar o boi pelo chifre" é bem comum e tem o mesmo significado ou sentido.

  • Anne didn't strike her as the type to take the bull by the horns / A Ana não achou que ela seja o tipo de pessoa que agarra o boi pelo chifre.

Qual é o significado de "head on" em inglês?

    "Head on" significa de cara, cara a cara, de frente, frente a frente. Com a cabeça ou a frente fazendo o primeiro contato.

  • The cars collided head–on / Os carros colidiram de frente (de cara) | Os carros tiveram um colisão frontal.
  • They had a head–on confrontation / Ele tiveram um confronto cara a cara.

Sinônimos de "head on": eyeball-to-eyeball, face-to-face, mano a mano, one-on-one, toe-to-toe.